29 outubro, 2012

TJSE é 1º lugar em eficiência no país, mas 16º em valorização dos servidores

Publicado em: Jornal Cinform, Edição nº 1.542, de 29/10 a 04/11/12


O Tribunal de Justiça de Sergipe foi considerado, pela ex-ministra do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmón, o Judiciário mais eficiente do país. Em 2011, o TJSE foi o Tribunal que mais julgou processos no país, superando a meta estipulada pelo CNJ. Eliana Calmón, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, disse que todo funciona muito bem no Judiciário Sergipano.

Em contrapartida, quando se trata da valorização dos servidores que fazem o órgão funcionar, o Poder Judiciário de Sergipe está no 16º lugar, no ranking dos Tribunais de Justiça. Uma contradição que, do ponto de vista dos servidores do órgão, pode mudar caso o TJSE redistribua seu orçamento de forma mais justa.

De acordo com levantamento feito pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (SINDIJUS), a 16ª colocação no ranking nacional e é ocupada pelo TJSE quando se trata da valorização dos cargos que concentram a grande maioria dos servidores concursados do órgão, Técnicos e Analistas Judiciário, ficando, o Tribunal de Justiça tido como mais eficiente do país, atrás da maioria dos tribunais dos outros estados.

Um dos fatores que determina essa baixa valorização da grande maioria dos servidores é o excesso de funções de confiança, cargos em comissão e a possibilidade anacrônica da sua incorporação, mesmo após a saída do servidor do cargo, bem como os altos salários recebidos por estes, que chegam a atingir mais de R$ 14 mil. Dinheiro este, que poderia ser investido nos servidores que compõem a maior parte do Tribunal e são os que, de fato, contribuem diretamente para que a justiça sergipana seja considerada uma das mais eficientes do país.

Exemplificando em números, somente no ano de 2011, o TJSE gastou mais de R$ 35 milhões de reais com cargos comissionados, funções e suas incorporações. Só este valor, se dividido entre todos os servidores, daria um aumento bastante significativo para cada. O mesmo Tribunal paga, também, salários acima do teto previsto constitucionalmente (R$ 26,7 mil) para alguns magistrados. No primeiro semestre deste ano, um desembargador recebeu, em um único mês, R$ 237.513,84 líquidos, enquanto a grande massa de técnicos judiciários tem salário inicial em torno de R$ 2 mil, o que equivale dizer que o que um desembargador recebeu em um mês, um servidor comum trabalhará cerca de 9 anos para receber.

Todos esses dados agora podem ser vistos, na Internet, pelos servidores e por toda a sociedade, após a Resolução nº 151 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obrigou os tribunais de todo o país a divulgarem os salários e nomes dos funcionários públicos e membros da magistratura, abrindo a caixa preta que havia em muitos setores do Judiciário.

É essa contradição, além de muitas outras, que alimenta a luta dos servidores do Judiciário sergipano por melhores condições de trabalho e valorização. A categoria, representada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (SINDIJUS), neste ano, lança sua Campanha Salarial e coloca essa disparidade de salários dentro do TJSE como tema principal da Campanha; “Por um Judiciário mais justo – Diga não aos marajás”.

Marajás
O termo “Marajás” no TJSE surgiu a partir de uma matéria de “O Estado de São Paulo”, em julho, deste ano, que divulgou a descoberta de salários exorbitantes pagos a alguns servidores privilegiados e dos “supersalários” pagos a alguns juízes do Poder Judiciário de Sergipe, a partir de uma análise feita em diversos tribunais do país.



24 outubro, 2012

TJSE cria Gratificação de Interiorização mas com percentuais rebaixados

O Tribunal de Justiça de Sergipe aprovou na sessão do Tribunal Pleno desta quarta-feira (24), sem qualquer discussão com a entidade sindical que representa os servidores, a Gratificação de Estímulo à Interiorização para os servidores que trabalham nas comarcas do interior de Sergipe, item que está incluso na pauta de reivindicações da Campanha Salarial do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (SINDIJUS).

Na proposta, a Presidência do TJ define que o pagamento da gratificação deve ser iniciado a partir de 01 de dezembro deste ano, seguindo os seguintes critérios: 5% para os servidores que estão trabalhando em local a partir de 20 até 75 km distantes da capital, 10% para os servidores que estão entre 75 e 140 km de distancia de Aracaju e 15% para os que estão acima de 140 km de distância. De acordo com o projeto do TJ, para os servidores que trabalham em cidades do interior abaixo de 20 km de distância da capital, não haverá gratificação.

Em espaço concedido durante a sessão do Pleno para manifestação do SINDIJUS, os representantes da categoria avaliaram que a proposta apresentada pela Presidência do TJ tinha tudo para simbolizar um avanço harmônico em todos os setores da categoria, no entanto, mais uma vez, um projeto está sendo submetido à apreciação no Pleno sem que tenha havido um diálogo entre a Presidência do TJ e o sindicato que representa os servidores.

Durante a apresentação da manifestação, o dirigente do SINDIJUS, Plínio Pugliesi, também afirmou que o método adotado para aprovação desse projeto não deu condições, nem mesmo, para que a categoria pudesse avaliar previamente a proposta em discussão. “Há de se registrar também que o conteúdo do projeto da Presidência do Tribunal só chegou ao nosso conhecimento há dois dias atrás, na última segunda-feira, e é importante ficar claro que isso impediu que a categoria fizesse qualquer avaliação sobre essa proposta”, afirmou o dirigente.

Para Ednaldo Martins, diretor do SINDIJUS, que também esteve presente na sessão, a proposta de Gratificação de Estímulo à Interiorização poderia seria ser mais avançada e ter menos problemas, se o dialogo tivesse sido o caminho escolhido pelo Tribunal.

“A proposta do SINDIJUS, apresentada na pauta de reivindicações entregue à Presidência do TJ no mês de setembro, sugere que os critérios fossem de 7% a 40%, seguindo uma escala de distância entre a cidade em que o servidor está lotado e a capital. Agora, existe um dissenso entre o que a categoria propôs e o que foi aprovado no Pleno, e isso será objeto de discussão na nossa Assembleia Geral, prevista para a próxima terça-feira. Esperamos que os próximos pontos de pauta apresentados nessa Campanha Salarial não sigam pelo mesmo caminho, interditando algo que é indispensável no Estado Democrático de Direito, a negociação”, defende Ednaldo.


Durante a sessão, o próprio Presidente do Tribunal, Des. Osório Ramos, confirmou a reunião marcada para o próximo dia 29 (segunda-feira), para, enfim, iniciar as discussões sobre todo o conjunto da pauta apresentada: “Nós vamos manter, a partir de segunda-feira, dia 29, a primeira reunião com o sindicato para discutir exatamente as propostas que foram feitas pelo sindicato, referente a interesses dos servidores, inclusive a proposta de aumento para o próximo ano,” registrou, por fim, o desembargador.


16 outubro, 2012

Servidores do Gumersindo Bessa firmes na luta por valorização justa e contra os marajás!


Dando continuidade à distribuição dos materiais da Campanha Salarial 2012, representantes do SINDIJUS visitaram, na manhã desta terça-feira, 16, os Fóruns Gumersindo Bessa, em Aracaju, e o Luiz Augusto Barreto, em Nossa Senhora do Socorro. Dentre os materiais, estão as camisas que fazem alusão ao combate aos marajás no TJSE, mote da Campanha Salarial deste ano, e adesivos para carro.

O objetivo da distribuição é mobilizar a categoria para a luta e para chamar a atenção da sociedade sobre a estrutura remuneratória injusta, que aflige a grande massa dos servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe.

Para o dirigente Ednaldo Martins, nesse momento é essencial a participação ativa dos servidores para colaborar com a construção da campanha. “Sabemos que a forma mais eficiente de convencer os nossos gestores para a necessidade de transformar essa situação é mostrando a nossa união, portanto, esse é o momento de nos prepararmos para colocar o nosso bloco na rua. E hoje, pudemos ver que a indignação na base da categoria continua grande em relação à política remuneratória injusta do TJ, que supervaloriza poucos em detrimento da grande maioria que faz o dia a dia do funcionamento do Judiciário. A partir de agora, a participação de cada um de nós será decisiva para a defesa das reivindicações apresentadas e para os resultados que serão obtidos”, ressaltou.

A partir da próxima quarta-feira, 17, os representantes do sindicato percorrerão todos os fóruns do interior, garantindo a distribuição de camisas, adesivos e o envolvimento na campanha a 100% da base de sindicalizados, que se encontra nas mais diversas partes do estado.



15 outubro, 2012

TJSE convida jornalista da Veja para defender manutenção dos “Status Quo” no Judiciário

Publicado em: Jornal Cinform, Edição 1540, de 15 a 21/10/2012


Nos dias 4 e 5 de outubro, o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe realizou o 3º Seminário de Comunicação e Justiça, evento criado para aproximar estudantes e jornalistas do órgão. Contando com a estrutura do auditório do Palácio da Justiça Tobias Barreto, o seminário teve cerca de 350 inscritos.

O evento contou com a presença de membros da magistratura sergipana, jornalistas, professores e estudantes, convidados para assistir a palestras sobre temas que envolviam a imprensa, sua relação com o Judiciário, o funcionamento desse Poder e os seus desafios.

A abertura aconteceu com o jornalista Augusto Nunes, que discorreu sobre a relação entre a imprensa e a Justiça. O jornalista, que já passou por funções de direção em grandes meios de comunicação do país como Globo e Folha de São Paulo, hoje é colunista da revista semanal mais questionada quanto a sua imparcialidade: a Veja.

Tendo como alvo principal dos ataques que faz em seu trabalho, o Governo Federal e as organizações de esquerda, Augusto Nunes faz parte da revista que mais se notabiliza neste país pela ferocidade e agressividade como retrata seus adversários políticos e como grande crítica dos movimentos sociais e das organizações dos trabalhadores.

Logo ao início da palestra Augusto Nunes se apressou em criticar um dos temas que tem estado em pauta na sociedade, que questiona e coloca em xeque o Poder Judiciário: os Marajás do TJSE. “Não são os magistrados que recebem bem, é o povo brasileiro que recebe muito mal”, afirmou.

Sobre um tema que envolve o acesso da população ao Judiciário, o palestrante fez questão de justificar os ‘códigos’ internos da Justiça e seu distanciamento do público em geral. “O Judiciário está certíssimo em manter uma elite. Não se pode ter pavor de elite, só assim se mantém a qualidade que se tem na magistratura brasileira até hoje”, frisou.

Questionamento sobre a VEJA

Mais adiante, foi questionado por um estudante sobre o que acreditava do envolvimento de um colega de profissão, o jornalista Policarpo Jr., editor de Veja, com o bicheiro e atual alvo de uma CPI, Carlinhos Cachoeira. Augusto Nunes se esquivou, e tentou diferenciar a relação fonte/jornalista de uma suposta cumplicidade.

Classificou como “tentativa de controlar a imprensa” por parte do Partido dos Trabalhadores e lamentou que seu colega fosse “culpado pelo que não fez”. Nunes ainda afirmou que todo jornalista tem informantes e que adoraria se “um terrorista fosse informante” e que “só o entregaria se estivesse na iminência de cometer um atentado”.

Tato Nagoya, jornalista da revista, também de circulação nacional, Caros Amigos, acredita que ao convidá-lo o Tribunal de Justiça já tinha consentimento do papel que cumpriria o jornalista de Veja no seminário. “Atualmente, a revista Veja é o pior exemplo de jornalismo no Brasil. É um meio de comunicação que tem um lado, o lado dos poderosos. Usa diversos artefatos para se colocar como neutro. Entrevistas forjadas e falta de profissionalismo são um exemplo disso”, afirmou o jornalista.

Questionado sobre a atitude do TJSE, o jornalista paulistano Gabriel Brito, do Correio da Cidadania, afirma que não vê justificativas claras para que, na atual conjuntura, um tribunal de justiça utilize a máquina pública para convidar Augusto Nunes para participar de um seminário. “Não é possível que diante do atual momento de alta desmoralização da revista Veja, um Tribunal de Justiça convide uma de suas referências, Augusto Nunes, para palestrar em evento oficial”, afirma.

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (SINDIJUS) também questiona a validade do convite do jornalista, e afirma estar aguardando a divulgação dos custos do seminário:

“É importante percebermos que o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, ao trazer Augusto Nunes, articulador de uma das principais revistas que criminalizam diariamente os movimentos sociais e o universo sindical, utiliza a verba pública para organizar um evento com cara de disputa ideológica, através da formação distorcida e manipulada dentro da esfera da comunicação, ao que parece no intuito de fortalecer rótulos e estereótipos que já se permeiam no senso comum quando o assunto é a organização dos trabalhadores, além de defender a manutenção dos supersalários, de desigualdade social com a formação de elites e o consequente distanciamento da população do Judiciário”, disse o diretor do SINDIJUS, Plínio Pugliesi.

O representante do SINDIJUS sustenta ainda que “apesar de ser um órgão que deve ser público, as coisas ficariam mais claras se o Judiciário colocasse as cartas na mesa e assumisse que tem lado político e dissesse o qual é. Vamos checar quanto foi gasto com essa consultoria e cobrar uma resposta oficial do Tribunal de Justiça de Sergipe sobre os critérios para a escolha do referido palestrante”, afirma.



10 outubro, 2012

Secretaria da CUT comandada pelo MSPL é homenageada

O Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Aracaju (CMDCA) realizou na noite desta última terça feira, dia 9 de outubro, no auditório da OAB, uma solenidade para homenagear pessoas e instituições que ao longo do ano de 2012 realizaram trabalhos pela defesa e promoção dos direitos da Criança e Adolescente em Sergipe.

A Central Única dos Trabalhadores em Sergipe, representada pelo Secretario de Políticas Sociais, Plínio Pugliesi, que é diretor do SINDIJUS e militante do MSPL, foi homenageada pelo duro combate ao trabalho infantil, materializada pelo lançamento nacional da Cartilha pela Erradicação do Trabalho Infantil, realizada no dia 12 de junho deste ano, na Escola do Legislativo, na capital sergipana.

Na cartilha lançada pela CUT-SE  é possível avistar toda a problemática que envolve mais de 4 milhões de Crianças e Adolescentes na situação de Trabalho Infantil. Com o mote - Lugar  de criança é na Escola! -  o material trouxe diversas informações sobre o Trabalho Infantil no Brasil, desde os números de crianças e adolescentes envolvidos nesta situação antagônica ao seu desenvolvimento intelectual e físico, passando pelas suas tipificações , culminando com  uma análise sobre os mecanismos de regulação e punição para esta condição exploratória que ainda se faz presente na infância de diversos meninos e meninas em diversas partes do mundo.

Para o  Secretario de Políticas Sociais da CUT-SE, Plínio Pugliesi, essa homenagem significa um combustível a mais apara que a Central Única dos Trabalhadores, como a maior organização sindical do país, perceba o seu papel desafiador em pautar questões sociais dentro do universo sindical, combinando a pauta imediatista da classe trabalhadora com as problemáticas que envolvem  as grandes discussões no âmbito social.

“Essa homenagem prestada pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Aracaju mostra que a CUT está no caminho certo, vocalizando os anseios da classe trabalhadora e também assumindo um papel articulador nas questões da sociedade. O Trabalho Infantil é uma temática muito polêmica que precisamos enfrentar. É a Central Sindical é o espaço onde a classe trabalhadora se organiza para fazer as grandes discussões, que vai além dos problemas específicos de cada sindicato e de suas categorias para se debruçar sobre as pautas que envolvem toda a sociedade”, afirma Plínio Pugliesi.

Para a Presidente do Conselho Municipal da Criança do Adolescente de Aracaju, Daniela da Cruz, trabalho realizado tanto pela CUT-SE como pelo Fórum Sergipano pela Erradicação do Trabalho Infantil  foi extramente importante para mostrar, com dados reais, a dura realidade de diversas crianças e adolescentes.

“A ação da CUT–SE e do Fórum Sergipano pela Erradicação do Trabalho Infantil é extremamente importante para rompermos com a naturalização da condição de exploração ainda vivenciada por crianças e adolescentes no mundo e colocarmos essa questão como um problema social, que precisa ser enfrentada pela sociedade como um todo”, afirma Daniela.

Outras entidades premiadas: Senac, Ministério Público Estadual, Delegacia Regional do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos da OBA/SE, Procuradoria Geral do Município, TV Sergipe, Conselho Regional de Psicologia, Defensoria Pública e Frente de Erradicação do Trabalho Infantil (Fepeti).



05 outubro, 2012

Mais uma conquista do MSPL para o SINDIJUS: publicação de diárias do TJSE

O Tribunal de Justiça de Sergipe passou a publicar, desde o mês de agosto, as diárias eventualmente recebidas pelos servidores e magistrados. A publicação se deu após denúncia feita pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (SINDIJUS) ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), logo depois da seqüência de denúncias da imprensa revelando a existência de “supersalários” e “marajás” nesse órgão, no final de julho deste ano.

Em sessão plenária realizada no dia 4 de julho, o CNJ reiterou a obrigatoriedade da divulgação desses dados pelos Tribunais de Justiça de todo o país, passando a exigir também a divulgação dos nomes.

Por conta do descumprimento da Resolução nº 102 do CNJ por parte do TJSE, o SINDIJUS não viu outra alternativa a não ser a denúncia. Representado pelo diretor Ednaldo Martins, o sindicato esteve na sede do CNJ em Brasília, no dia 26 de julho deste ano, para entregar o pedido de providências referente a esse problema que afeta diretamente a valorização justa dos trabalhadores do Judiciário Sergipano, que foi registrado sob o nº 0004621-50.2012.2.00.0000.

Desde o final de 2009, a Resolução nº 102 do Conselho já havia determinado aos tribunais a publicação na Internet de informações sobre a gestão orçamentária e financeira, além de quadro de pessoal e estrutura de remuneração de magistrados e servidores; no entanto, o TJSE nunca havia divulgado as diárias.

Para Ednaldo Martins, diretor do SINDIJUS, “o Tribunal de Justiça de Sergipe já deveria estar cumprindo com essa obrigação e divulgado os pagamentos com diárias desde a edição da Resolução 102 do CNJ, no entanto sempre relutou. Agora, quase três anos depois do início da obrigatoriedade, finalmente o TJ revela esses dados graças a mais uma denúncia procedente do sindicato que atingiu o objetivo após ser apresentada ao Conselho e ampliará ainda mais a nossa transparência”.


 

02 outubro, 2012

Nota sobre Eleições Municipais 2012

Por meio desta Nota de Esclarecimento, a Diretoria Executiva do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe (SINDIJUS) vem a público apresentar posicionamento e esclarecer sobre os seguintes fatos:
Na manhã do último dia 1º de outubro, no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, algumas pessoas não identificadas exibiram uma faixa que indicava ser pertencente à campanha do servidor do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe e candidato a vereador nesta cidade, conhecido por Urbano da Justiça, contendo dizeres, em protesto, que afirmavam que o sindicato não apóia a sua candidatura.
Diante disso, a direção do SINDIJUS vem a público esclarecer que não houve nenhum debate nas instâncias deliberativas deste sindicato para definir apoio político a qualquer candidato nas eleições municipais deste ano. Além disso, vale frisar que nem mesmo o servidor-candidato mencionado, em nenhum momento, compareceu aos espaços de discussões coletivas desta categoria para apresentar tal proposta.
Nas eleições municipais que se avistam, vários trabalhadores da base deste sindicato, no pleno exercício dos seus direitos políticos, colocaram seus nomes na disputa dos cargos eletivos para serem avaliados pelo eleitorado, em diversas partes do interior e na capital deste estado, o que para a direção deste sindicato é justo e legítimo.
Por outro lado, a Diretoria Executiva do SINDIJUS assegura que nem o servidor-candidato Urbano da Justiça, nem mesmo nenhum outro candidato – seja pertencente aos quadros desta ou seja pertencente aos quadros de qualquer outra categoria – tem o apoio deste sindicato, tendo, todos os sindicalizados, portanto, total liberdade para escolher o candidato que melhor lhes representará.
Por fim, na avaliação da direção do sindicato, à luz da autonomia da organização sindical, a escolha de um candidato pelo conjunto dos trabalhadores, coletivamente, até seria possível, desde que ocorresse um amplo processo de debate com os integrantes da categoria sobre as necessidades da organização dos trabalhadores do Judiciário Sergipano transpor os limites do sindicalismo e sobre os princípios que seriam defendidos pela categoria e pelo seu representante na luta da política partidária, o que, todavia, não aconteceu para esse escrutínio.
Saudações,
Aracaju, 02 de outubro de 2012.

Diretoria Executiva
Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe


18 setembro, 2012

Em Assembléia, servidores definem pautas da Campanha Salarial 2012

É dada a largada rumo às negociações da Campanha Salarial 2012. Após diversas rodadas de debates entre os servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe para construção de pauta, a reunião da Assembleia Geral para aprovação das pautas sugeridas aconteceu na tarde dessa última segunda-feira, dia 17, no auditório da Sociedade Semear. 

Dentre as pautas aprovadas, estão o aumento salarial em percentual linear para todos os cargos efetivos, criação de gratificação judiciária, gratificação de interiorização, negociação dos dias paralisados em 2010, elevação dos percentuais do adicional de qualificação. Diante da demora na definição do orçamento do ano de 2013, foi sugerido pela Assembleia que o percentual do reajuste salarial seja 16%, baseado nas últimas propostas orçamentárias do Tribunal de Justiça e na possibilidade de implementação de medidas moralizadoras que refreiam os gastos com cargos em comissão e funções de confiança.

Compuseram a mesa Plínio Pugliesi, diretor-presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (SINDIJUS); Fernanda Menezes, secretária-geral do SINDIJUS; Rubens Marques, presidente da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE); e Luiz Moura,  economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Numa explanação inicial, foi feito um apanhado das Plenárias de Base que aconteceram durante todo o mês de agosto e início de setembro, em diversas partes do estado, e da sua importância para tornar ainda mais apurada a democracia no sindicato, tendo possibilitado que as sugestões para a pauta viessem dos próprios sindicalizados, na base, muitas vezes sendo coletadas diretamente nos locais de trabalho.

O economista do Dieese que assessora o Sindijus, Luiz Moura, apresentou um traçado da economia atual e de suas principais mudanças nos últimos tempos. Se para os trabalhadores, um dos principais desafios da Campanha era a crise do capitalismo, o economista explica que mesmo em momentos de crise há possibilidade de aumento. Um exemplo colocado pelo dirigente do sindicato, Gilvan Tavares, é o pagamento de R$ 811 mil em incorporações somente neste mês, e Luiz Moura afirma que se esse valor fosse dividido para todos os servidores efetivos do Tribunal, resultaria num aumento de cerca de 15 % para todos os servidores.

Já o representante da CUT chamou a atenção dos servidores presentes sobre a importância que as campanhas salariais têm na vida dos trabalhadores e lembrou que, para se obter êxito, o processo de mobilização para a Campanha no TJSE deve ser responsabilidade de todos os servidores que integram a categoria. “A Campanha deve ser uma mobilização, acima de tudo, ideológica. Os servidores devem manter essa consciência diante do que acontece no Poder Judiciário, Poder este, que se coloca acima do bem e do mal, mas que é infalível na hora de reprimir os direitos dos trabalhadores”, ressaltou Rubens Marques.

No momento dos debates, Ednaldo Martins, dirigente do SINDIJUS, também ressaltou a importância da união nesse momento de Campanha: “não podemos perder este momento. Temos que reivindicar por valorização salarial, por condições de trabalho e por um Judiciário mais próximo dos anseios da população. Não podemos ficar de olhos vendados para o Judiciário. Já conhecemos bem as contradições existentes e a história tem nos mostrado que não existe outro caminho que não seja o enfrentamento de ideias. Vamos entrar nessa Campanha com força para fazer o debate com a nova gestão e com os corações cheios de esperança na conquista de uma política remuneratória justa dentro do TJ”, disse o dirigente.

Dúvidas sobre dados publicados em relação aos repasses do Estado para o TJSE no ano passado e perdas salariais acumuladas nos anos 90 pela ausência de reposição inflacionária nos salários dos trabalhadores do TJSE, foram alguns dos temas abordados na participação intensa dos servidores durante os debates. Marcelo Dantas, servidor do TJSE, destacou novamente a importância do processo de mobilização da categoria. “Somos considerados o melhor Tribunal de Justiça do país, segundo o CNJ, e não somos reconhecidos por isso. Temos que nos unir para lutar pelas pautas apresentadas hoje aqui”, disse Marcelo Dantas.

Por fim, o diretor do SINDIJUS, Plínio Pugliesi avaliou que “a pauta de reivindicações aprovada para esta campanha reflete bem a evolução da consciência de classe e a evolução da formação política da nossa categoria, pois rompe os limites da pauta exclusivamente economicista e, desta vez, os trabalhadores do Judiciário trazem para o centro das discussões com a administração do TJ pautas relacionadas às condições de trabalho, que vêm sendo profundamente afetadas a partir das transformações que estão ocorrendo na Justiça brasileira, e a necessidade de democratizar o funcionamento deste órgão, que ainda se mantém muito distante dos interesses da sociedade”.

A partir de agora, outdoors, praguinhas, propagandas de rádio e TV serão lançadas para dar força e maior visibilidade às pautas da categoria. Neste ano, a Campanha Salarial pretende levar à sociedade uma maior discussão sobre a democratização do Judiciário e o combate aos “marajás” do TJSE, e para compor o calendário de atividades da Campanha, na Assembleia, já foi proposto o indicativo de um ato dos servidores do TJ durante a realização do Congresso do Conselho Nacional de Justiça que acontecerá em Aracaju, previsto para novembro.


15 setembro, 2012

Campanha Salarial 2012: Mensagem aos Sindicalizados

Caros(as) Companheiros(as),

Estamos organizando mais uma Campanha Salarial, um momento que aquele velho ditado toma corpo – “a união faz a força” – a força que emana de cada um de nós.
Qualquer resultado depende da nossa mobilização, de como nos colocamos como protagonistas nesse processo. Como em qualquer negociação, temos lados na história: um lado dos que atualmente fazem parte da gestão do Tribunal de Justiça e o outro lado formado pelos trabalhadores e trabalhadoras do Judiciário deste estado.
Contudo, por mais que tenhamos dois lados distintos, mas diretamente envolvidos no processo político e de negociação retratado pela Campanha Salarial, tem um outro segmento que também é envolvido, participa e se posiciona e que pode ser o fiel da balança em diversas questões ligadas a conflitos sociais como esse, a opinião publica, que representa as vozes da sociedade em geral.
Pois bem, a partir dessa análise sobre quem são os atores envolvidos na nossa Campanha Salarial, o grande desafio que se apresenta é “qual será a minha, a sua, a nossa posição?” Saber qual é a nossa posição nesse jogo interfere exatamente no resultado que será consumado no final das negociações.
Primeiro, antes de tudo, se pergunte: Qual é o seu lado, o dos gestores ou o dos servidores?
Depois da resposta ser compreendida e processada, vamos para o próximo passo: De que forma você se posiciona no lado em que você está?
Sim, esse é talvez o maior questionamento que cada um dos trabalhadores do TJSE devem fazer. E sabem por que? Vejamos:
Vamos analisar a nossa situação. Temos dois lados nesse processo, mas completamente desequilibrado, sem nenhum equilíbrio de poder, ou seja, o lado daqueles que administram o TJSE exerce um poder cotidiano, muito maior do que os trabalhadores e trabalhadoras desse órgão.
O único poder que nós, trabalhadores, temos diante da cúpula do TJSE é o nosso potencial de união e mobilizador para defendermos juntos as nossas reivindicações. Esse sim é o nosso grande trunfo, a carta na manga que só depende de nós. Sabendo disso, não são poucas as ações implementadas pelos que comandam o Judiciário e os diversos órgãos reguladores desse sistema que vivemos, para que nos desmobilizemos e não nos percebamos como integrantes de uma classe (a trabalhadora). Para isso, nesse sistema de exploradores e explorados, os gestores criminalizam e atacam qualquer ação que vá de encontro aos interesses deles, que exercem o poder.
“Protesto de trabalhadores gera baderna e anarquismo”, “Greve prejudica bancos e a população”, “Paralisação dos servidores do Judiciário causa prejuízo ao andamento dos processos”. Esse é o que chamamos de discurso dominante, ou seja, o discurso que fortalece aqueles que exercem o poder em detrimento de nós, trabalhadores, que reivindicamos direitos legítimos como valorização salarial mais justa, melhores condições de trabalho, entre várias outras questões que visam equilibrar mais a balança e corrigir as diferenças impostas por uma minoria a toda sociedade.
Por isso, compreender qual será o seu lado e qual será a sua função dentro deste cenário significa assumir o compromisso de fazer uma participação direta e ativa. Como disse Bertold Brecht, a indiferença ajuda somente o dominante, aquele que tem o poder.
Por isso, companheiros e companheiras, vestir a camisa da nossa Campanha Salarial, colar os adesivos nos carros, utilizar as preguinhas e todo o material informativo que será distribuído é o primeiro passo para termos uma categoria forte, unida e, como consequência, para conseguirmos avanços reais.
Dialogar permanentemente com seus colegas de trabalho, familiares e amigos, fazer a disputa de ideias sobre os aspectos da luta pela democratização do Judiciário, sobre a importância da implementação de medidas moralizadoras dentro do TJSE, a fim de coibir os escândalos do “supersalários” e a existência de CCs, FCs e incorporações inconstitucionais - responsáveis diretos pelo desequilíbrio irrazoável na valorização de todos os servidores - além de mostrar que os trabalhadores do Tribunal de Justiça em Sergipe não atuam somente em pautas salarias, mas também em questões que envolvem toda a sociedade, são ações que precisamos executar desde já, deste lado.
Em resumo, camaradas, assumam o seu lado, usem todo o material de divulgação e sustentem as nossas bandeiras de luta, nos fóruns e em todos os espaços que ocupam, seja no seu trabalho, seja nos mais diversos espaços da sociedade em que vivemos. A nossa capacidade de força será o definidor dos nossos resultados nessa luta por uma valorização justa e para a construção de um Judiciário democrático.
Juntos, somos fortes!


13 setembro, 2012

URV, uma ferida que o TJSE insiste em manter aberta

O legado do autoritarismo do TJ com os trabalhadores e da "Era do Peleguismo" que parece não ter fim

Após décadas de negligência em relação ao caso das URVs, no início de julho deste ano parecia que o desfecho desse calvário, pelo menos para uma parcela do conjunto de servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe, que após 1994 amargaram um processo de redução salarial em virtude da atualização incorreta dos salários pelos índices vigentes das Unidades Reais de Valor (URVs), estaria se finalizando.

Em reunião com a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, mais precisamente na manhã do dia 3 de julho deste ano, o então Presidente do TJ, José Alves Neto, acatou o pedido do Sindicato dos Servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe (SINDIJUS), deferindo a expedição do Precatório em face do Estado de Sergipe dos valores que não são mais contestados no processo.

Embora essa atitude resultasse em uma vitória para parte dos prejudicados, visto que o TJSE expediu o Precatório para os trabalhadores que no início da ação eram sindicalizados, outra parcela dos prejudicados continuou e ainda continua a margem desse beneficio, dependendo do julgamento infindável desse processo. Com a expedição do Precatório parcial, as instâncias deliberativas do SINDIJUS (Diretoria e Assembleia Geral) compreendeu que os esforços empreendidos pela organização da categoria conquistou um alívio para uma parcela daqueles que amargam mais de 17 anos de indiferença ante os problemas ocasionados pela falta de atualização da moeda, trazendo um acalento para mais de 600 servidores.

Ocorre que, nesta semana, a direção do sindicato foi informada sobre uma decisão do TJSE, apontando possíveis irregularidades na expedição do Precatório, uma situação que já se mostrava passível de qualquer divergência.

Pois bem, apesar de bizarro, o mesmo Tribunal que causou os danos aos trabalhadores é, infelizmente, o mesmo órgão que se diz competente para julgar o feito e, como se não bastasse todas as aflições já causadas nesses últimos 17 anos, agora decide dar continuidade ao martírio para os servidores, levantando a tentativa de anular o Precatório que foi fruto de um processo de negociação feito em julho deste ano com a própria Presidência do órgão.

Em reunião realizada em caráter de urgência com a advogada dos servidores na causa, Lenieverson Menezes, a direção do SINDIJUS obteve conhecimento dos detalhes da tentativa de destruição do Precatório, sendo informada que, em resumo, os argumentos do TJSE sustentam o seguinte:

- Que o Presidente do Tribunal que assinou o Precatório não tinha competência para expedi-lo, só podendo ser expedido pelo relator do processo.

- Que o Precatório não pode ser fragmentando, ou seja, expedido apenas para a parte que não é mais contestada, só pode ser expedido após o trânsito em julgado da decisão sobre todos os credores envolvidos no processo e essa ação ainda se encontra no Superior Tribunal de Justiça, sob recurso.

Após esse processo analítico sobre mais um problema que é causado pelo Judiciário Sergipano, a advogada da causa, Lenieverson Menezes, apresentou uma petição contraponto os argumentos apresentados pelo TJSE, para que o Precatório expedido pela Presidência desse próprio tribunal não tenha sua validade atacada e, como representante dos credores, reiterou a solicitação para que o pagamento do Precatório continue correndo em seu percurso natural.

Diante da atual conjuntura, a Diretoria do SINDIJUS, reafirmando o seu compromisso rigoroso com a defesa desse direito prejudicado há 17 anos, decidiu transferir para a próxima segunda-feira (17) a próxima reunião da Assembleia Geral da categoria que já estava marcada para início da Campanha Salarial. Dessa forma, a direção do sindicato convoca todos os servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe – aqueles acometidos pela questão das URVs, bem como todos os demais – para se reunirem na Assembleia Geral que ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 17 de setembro, às 15h30min, no auditório da Sociedade Semear (Rua Vila Cristina, 148, São José, em Aracaju), com objetivo de dar maiores esclarecimentos sobre o caso das URVs e deliberar sobre a Pauta de Reivindicações da Campanha Salarial deste ano.



12 setembro, 2012

Auxílio-Alimentação: Vitória da luta organizada dos trabalhadores

Após meses de luta, os servidores do Judiciário Sergipano tiveram uma de suas históricas reivindicações atendida! Na manhã de hoje, 12, o Pleno do Tribunal de Justiça aprovou por unanimidade o pagamento do auxílio-alimentação nas férias e licenças consideradas tempo de efetivo exercício.

De acordo com o pronunciamento do presidente do TJSE, Des. Osório Ramos ficou demonstrado que a razão da demora na solução desta questão deveu-se ao fato de que foram analisados os fundamentos, o impacto financeiro e as conseqüências. “Tive o cuidado de pedir vista na primeira vez em que a pauta foi trazida ao Pleno porque fiquei preocupado e quis analisar melhor. Hoje, voto favoravelmente a essa causa de forma madura e fundamentada”, destacou.

Ficou decidido que os servidores deverão receber o benefício, de forma retroativa ao mês de maio, data em que o SINDIJUS/SE solicitou à Presidência do TJSE, o pagamento do auxílio-alimentação nos períodos em que o benefício era suspenso.

Para o militante do MSPL e dirigente do SINDIJUS, Ednaldo Martins, “o avanço conquistado hoje pôs um ponto final a toda angustia que havia para os trabalhadores deste Tribunal todos os anos quando se aproximavam dos períodos em que mais precisavam desse complemento salarial e tinham certeza que passariam dificuldades com a redução. Foi a pesquisa racional sobre o tema feita por diversos companheiros que conduzem e contribuem diretamente com as lutas desta categoria; a união dos servidores que por diversas vezes se mobilizaram para acompanhar presencialmente as discussões no Pleno; e, nessa reta final, foi a disposição de cada um dos integrantes desta categoria que usaram as praguinhas e até a se dispuseram a cumprir outros encaminhamentos mais firmes que culminou neste resultado historicamente positivo”.



28 agosto, 2012

Realizada primeira reunião entre SINDIJUS nova Presidência do TJSE

Na manhã dessa segunda-feira, 27, a direção do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (SINDIJUS/SE) reuniu-se com a Presidência do TJSE para discutir a questão do pagamento do auxílio-alimentação para os servidores, durante as férias e licenças, que já se arrasta há três meses sem solução.

Na reunião, representaram a Presidência do TJ os juízes auxiliares Diógenes Barreto e Marcos de Oliveira Pinto e representaram os servidores os dirigentes do sindicato Plínio Pugliesi e Ednaldo Martins. Os juízes informaram que o Presidente do Tribunal ainda não tomou a posição sobre o pagamento, porque ainda está avaliando o impacto financeiro que haverá, no caso de deferimento do pedido. Segundo o juiz Diógenes Barreto, a decisão não deverá demorar, deverá ser um processo breve, mas por enquanto, ele [o presidente] precisa analisar o orçamento do Tribunal.

Em contraponto, o diretor do sindicato Ednaldo Martins alegou que o TJSE tem condições de pagar o auxílio, de acordo com o solicitado, e que o pagamento não trará prejuízos ou impactos que não sejam suportáveis para o órgão. “O problema não é financeiro, é político”, frisou Ednaldo.

Os representantes do Tribunal de Justiça informaram que na tarde desse mesmo dia seria realizada uma reunião com o Presidente do TJ e que dentre outros temas também seria debatido esse assunto. Ficou definido que a Presidência do TJ solicitará a conclusão do impacto financeiro ao Departamento Financeiro para apresentar o posicionamento.

Para a direção do SINDIJUS, “não há mais o que analisar, já que a legalidade do pedido dos servidores foi reconhecida pelas duas gestões que antecederam a atual na Presidência do Tribunal e, há cerca três meses, foi a própria Presidência do Tribunal, através do Des. José Alves Neto, durante uma sessão do Tribunal Pleno, quem informou que já havia feito o impacto e que os recursos para pagamento do benefício nos períodos solicitados pela categoria estão assegurados. Enquanto o impasse continua, os servidores continuam sendo sacrificados, sem receber o direito e sofrendo com reduções salariais injustas dentro do órgão que deve fazer a justiça acontecer”, explicou o dirigente Plínio Pugliesi.

Além da discussão sobre o auxílio-alimentação, os representantes do SINDIJUS apresentaram, detalhadamente, à nova gestão do TJSE, ofício contendo um conjunto de eixos sobre os principais posicionamentos defendidos pela categoria nas últimas rodadas de negociações ocorridas entre a entidade sindical e as gestões que administraram o tribunal. Na explicação do documento, os representantes do sindicato exibiram uma série de propostas de medidas administrativas já consolidadas nas instâncias da categoria, capazes de estabelecer condições para promover a valorização justa de todos os trabalhadores do TJSE, assim como criar relações de trabalho mais democráticas e saudáveis.

Na próxima quinta-feira (30), às 19 horas, na sede do sindicato, será reunido o Conselho de Representantes da categoria (Diretoria, Conselho Fiscal e Delegados de Base) para avaliar a campanha salarial que se inicia e o impasse do TJSE em relação ao pagamento devido do auxílio-alimentação.



06 agosto, 2012

Gestão do MSPL realiza o 1º Congresso dos Servidores do TJSE

Sob a direção do MSPL - Movimento Sindicato é Pra Lutar, o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe consegue executar o funcionamento de todas as suas instâncias previstas estatutariamente e, pela primeira vez, o sindicato realiza o Congresso dos Servidores do TJSE (CONSEJU), que aconteceu no início deste mês, entre os dias 3 e 5, na cidade de Aracaju. No 1º CONSEJU foram discutidas e aprovadas diversas teses com objetivo de fortalecer a luta da entidade sindical, sendo uma das mais marcantes a mudança da sigla do sindicato, de “SINDISERJ” para “SINDIJUS”.

A mudança baseou-se na completa falta de identificação da abreviação até então utilizada em relação à categoria que o sindicato representa e em razão das constantes vinculações que eram feitas à parte final da abreviação (SINDISE“RJ”) ao Estado do Rio de Janeiro, constituindo um obstáculo  para o fortalecimento da identidade da categoria. A alteração diz respeito apenas à abreviação, permanecendo o nome da razão social do sindicato o mesmo, “Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe”.

Além desta mudança, foram aprovadas também alterações estatutárias, como a ampliação da representação do sindicato, que agora permite a sindicalização de pensionistas; a alteração da composição dos cargos da Diretoria Executiva, que extinguiu o cargo de Presidente, dentre outras constantes no Estatuto disponível no site do sindicato.

Nas Resoluções, os delegados e delegadas participantes do 1º CONSEJU também aprovaram a filiação do sindicato à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Segundo o autor da proposta, Ednaldo Martins, “A filiação à CUT foi motivada pela necessidade de romper com o 'corporativismo' e estabelecer uma relação de aproximação e de solidariedade entre a nossa categoria e os trabalhadores das outras categorias, bem como pela necessidade da ampliação dos debates dos servidores do TJSE, para que possamos dar mais um passo no processo evolutivo da nossa organização e inserir a nossa categoria nos grandes debates da classe trabalhadora deste estado”.

Dentre as Resoluções, também foram aprovados as seguintes formulações: necessidade do combate à competitividade entre os servidores no TJSE; a venda do sítio situado no município da Barra dos Coqueiros para construção de uma sede administrativa ampla, funcional e moderna para os filiados; a reversão dos créditos provenientes anualmente do imposto sindical para o “Fundo de Mobilização e Luta”, combinada com a luta pela substituição do imposto por uma taxa negocial a ser definida pelos próprios servidores; garantias de amparo aos sindicalizados em casos de perseguição política no TJSE; combate às incorporações de valores de cargos em comissão e funções de confiança; e as linhas de ação que nortearão o plano de lutas da categoria nos próximos anos.

“É preciso registrar que o êxito do primeiro Congresso da história do nosso sindicato só foi possível graças ao empenho dos companheiros sindicalizados que trabalharam arduamente na Comissão Organizadora, Alexandre Rollemberg, Marcus Vinicius e Saullo Guedes”,informou o diretor do sindicato Gilvan Tavares.

Além das deliberações realizadas pelos delegados, o Congresso serviu também como um espaço de formação política, econômica e sindical para os participantes. Também estiveram presentes no 1º CONSEJU as seguintes entidades: OAB/SE, Assembleia Legislativa, Fenajud, CUT/SE, Mov. Não Pago, Inst. Braços, Mov. Nacional de Direitos Humanos, Sindicato dos Médicos, Sindicato dos Técnicos de Saúde,  Sintese, Sindicato dos Trabalhadores do Detran,  Sindicato dos Servidores do Judiciário de Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio Grande do Sul e  Bahia.




27 julho, 2012

Sindicato solicita posicionamento do CNJ sobre falta de critérios para o auxílio-moradia dos juízes

O militante do Movimento Sindicato é Pra Lutar (MSPL) e diretor do SINDISERJ, Ednaldo Martins, esteve na última quinta-feira (26) na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília/DF, para protocolar junto ao órgão dois Pedidos de Providências elaborados pelo sindicato para apurar os últimos fatos denunciados pela imprensa, envolvendo a existência de “supersalários”, “marajás”, auxílio-moradia e a não publicação do pagamento de diárias no TJSE.
A questão dos “supersalários” vem sendo repercutida em Sergipe desde o último mês de março, onde diversos meios de comunicação do estado revelaram o pagamento de exorbitantes remunerações a alguns desembargadores, juízes e servidores do TJSE, que chegam a atingir quase R$ 250 mil. O caso foi repercutido até mesmo na imprensa nacional, quando no início de julho, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma matéria retratando a situação do tribunal sergipano e denunciando a existência de “marajás” nesse órgão.
Diante dos fatos relatados pela imprensa, a direção do SINDISERJ iniciou um processo de discussão junto à imprensa, com intuito de mostrar à sociedade a diferença concreta entre alguns magistrados e servidores que recebem salários acima do teto constitucional e a grande massa dos servidores do TJSE que vive outra realidade. A movimentação da direção do sindicato tem como principal objetivo evitar que haja uma generalização equivocada e que todos os trabalhadores do TJ sejam rotulados como “marajás”.
Já sobre o auxílio-moradia, há alguns meses, a opinião pública vem promovendo debates acerca da legalidade do pagamento do benefício, principalmente pelo fato de, em Sergipe, boa parte das Comarcas possuir residências à disposição dos magistrados. Diante disso, por se tratar de um dos prováveis fatores que ensejam os “supersalários”, o SINDISERJ também pede ao CNJ que se manifeste sobre os critérios utilizados para justificar o pagamento – se é que existem.
Em relação à transparência, nos Pedidos de Providências protocolados, a entidade sindical questiona ao Conselho o não aparecimento dos pagamentos de diárias no Detalhamento da Folha de Pagamento de Pessoal, exibido no site do TJ, na Internet, o que demonstra um provável descumprimento à Resolução nº 102 do CNJ.
Para o representante do SINDISERJ, Ednaldo Martins, “os dois pedidos têm como objetivo contribuir para o aprimoramento do método de transparência adotado pelo CNJ, que apesar de representar um avanço, ainda precisa ser mais objetivo e buscam também que o Conselho verifique se o TJ está cumprindo integralmente a Resolução 102, tendo em vista que não estão sendo divulgados os valores das diárias pagas, assim como investigue a legalidade e a moralidade das indenizações de férias e os critérios para ofertar os auxílios-moradias, que têm contribuído bastante para a percepção de remunerações com valores exorbitantes”, explicou.
O representante do sindicato acrescenta ainda que os pedidos entregues ao CNJ são ações do SINDISERJ que criam condições para se ampliar a transparência e a democracia do Judiciário, bem como possibilitar, à sociedade e aos servidores do TJSE, uma apuração criteriosa dos fatos citados, para que, a partir disso, possam ser identificados os excessos.



16 julho, 2012

Denúncia sobre “Supersalários” no TJSE é destaque na Imprensa Sergipana

Após a denúncia pública feita pelo Jornal da Cidade, no domingo, dia 8 de julho, e pelo O Estado de São Paulo, o Sindicato dos Servidores do Judiciário de Sergipe (SINDISERJ) iniciou um processo de acúmulo de informações com intuito de mostrar a sociedade, através da imprensa, que a situação dos “super-salários” para os desembargadores, juízes e alguns cargos em comissão do Tribunal de Justiça de Sergipe, ultrapassavam aos números divulgados.

Munidos de informações da própria Folha de Pagamento do TJSE, a direção do sindicato construiu um dossiê que mostrava, entre outras questões, a quantidade de juízes e desembargadores que recebiam acima do teto constitucional e os valores finais recebidos pelos “marajás”, com um recorte temporal do mês de janeiro a junho de 2012.

A partir da construção deste documento, o SINDISERJ deliberou pela necessidade de um posicionamento perante a sociedade, através da construção de uma Nota Pública intitulada “O Desvendar das Injustiças”, que mostrou, claramente, o ponto de vista dos representantes dos servidores em relação aos ditos salários anabolizados do Judiciário sergipano, trazendo como pontos centrais a moralização das contas do TJSE, fazendo uma veemente defesa sobre o controle social sob o Poder Judiciário.

Com uma estratégia que envolveu a Assessoria de Imprensa, o SINDISERJ enviou a documentação para alguns veículos de comunicação com o objetivo de pautar essa discussão na sociedade, de uma forma mais completa do que havia sido feito anteriormente, levando ao conhecimento da opinião pública a situação real vivenciada no Tribunal de Justiça de Sergipe.

Pautar a realidade sobre o escândalo salarial e separar claramente a massa dos servidores dos “marajás” era a meta do SINDISERJ, objetivo que fora alcançado. Nesta última semana o diretor presidente do SINDISERJ, Plínio Pugliesi participou de programas radiofônicos, Ilha FM e Jornal AM, do programa televisivo Batalha na TV, a Nota Púbica teve repercussão em vários sites de notícias sergipanos e mais uma vez emplacou a Capa do Jornal da Cidade, na edição de domingo, dia 15 de julho.

Para o diretor do SINDISERJ, esse envolvimento com a imprensa é essencial para mostrar as injustiças que estão sendo praticadas no TJSE.

“Sabemos a importância da imprensa para a mediação do diálogo com a sociedade. Quando vimos a matéria do Jornal da Cidade, oriunda do jornal paulista O Estado de São Paulo percebemos a importância de municiar os veículos de comunicação locais com mais informações, para que a sociedade possa ter ciência das disparidades salariais vivenciadas no TJSE e se posicionar por um Judiciário transparente, mais próximo dos anseios do povo e livre de marajás”, afirma Plinio Pugliesi.